Burnout
Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é uma síndrome psicológica causada por estressores interpessoais crônicos no trabalho, revela um sofrimento psíquico ligado ao exercício da profissão.

O conceito de Burnout é recente e até os anos 80 foi investigado apenas pelos Estados Unidos, pouco a pouco foi despertando o interesse de outros países e desde então os estudos tem sido aprimorados. No Brasil, as leis de auxílio ao trabalhador já contemplam o Burnout ao se referir aos transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho (Decreto nº3048/99 de 6 de maio de 1996, anexo II - Art.20 da Lei nº 8.213/91).

A compreensão sobre o Burnout é de extrema relevância, e uma das principais pesquisadoras desta síndrome é a psicóloga social Christina Maslach, que ajudou a legitimar o Burnout como uma significativa questão social e ajudou na popularização de seu conceito.

Na sociedade Moderna, mudanças econômicas, sociais e históricas, transformaram a dinâmica do mercado de trabalho, e apresentaram novas exigências e burocracias, aumentando a necessidade de satisfação com o trabalho. Estas mudanças trouxeram um acréscimo de tensões e pressões vivenciadas no ambiente de trabalho.

Acúmulo de funções, pressão para cumprir metas e aumentar o rendimento, falta de condições para exercer o trabalho, ameaças de demissão, desmoralização pessoal, insegurança quanto à estabilidade no emprego, cansaço físico, limite emocional, sentimento de injustiça, dedicação ao trabalho, são alguns dos fatores (pessoais e ligados à organização do trabalho) que podem ser determinantes para o Burnout.

Os sintomas emocionais desta síndrome psicológica caracterizam-se por três dimensões: Exaustão Emocional, Despersonalização e Diminuição da Realização Pessoal.
  • A Exaustão Emocional indica a presença de intensa fadiga, falta de forças para trabalhar no cotidiano e sensação de uma exigência que ultrapassa os limites emocionais.
  • A Despersonalização revela um distanciamento emocional e indiferença em relação a questões que envolvam o trabalho.
  • A Diminuição da Realização Pessoal se mostra na falta de perspectivas para o futuro, frustração e sentimentos de incompetência e fracasso.
  • Além destes sintomas, insônia, ansiedade, irritabilidade, desânimo, problemas de concentração, mudanças no apetite podem estar presentes.
O Burnout é um fenômeno que tem afetado trabalhadores de praticamente todas as profissões, havendo algumas que apresentam maior ou menor risco de desenvolvê-lo. Cerca de 10% da população de trabalhadores brasileiros é acometida por esta síndrome.

Atualmente é um importante problema social e está vinculado a grandes custos organizacionais. Os custos envolvem desde a alta rotatividade de funcionários, absenteísmo, diminuição da produtividade e qualidade dos serviços prestados, associação aos problemas psicológicos e físicos dos trabalhadores, até uma incapacidade total para o trabalho.

O Burnout também pode estar associado a outras situações na saúde do indivíduo, como alterações fisiológicas resultantes do estresse, o abuso de álcool e outras drogas, risco de suicídio e transtornos ansiosos e depressivos.
  • Exemplos de alguns cuidados que podem ser direcionados às pessoas que apresentam Burnout são a atenção médica individualizada para tratamento e para um diagnóstico correto, e intervenções no contexto organizacional visando a promoção de saúde dos trabalhadores.
Referências Bibliográficas:
Isabela Vieira, Andréia Ramos, Dulcéa Martins, Erika Bucasio, Ana Maria Benevides-Pereira, Ivan Figueira, Sílvia Jardim (Vieira et al.). Burnout na clínica psiquiátrica: relato de um caso. Revista de Psiquiatria RS. set/dez 2006. 28(3):352-6.

Mary Sandra Carlotto, Sheila Gonçalves Câmara (Carlotto, M. S. & Câmara, S. G). Análise da produção científica sobre a Síndrome de Burnout no Brasil. PSICO. Porto Alegre, PUCRS. abr./jun. 2008. v. 39, n. 2, pp. 152-158.
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