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Esquizofrenia

Esquizofrenia
A esquizofrenia é uma doença mental crônica que se manifesta na adolescência ou início da idade adulta. Seus principais sintomas envolvem disfunções cognitivas e emocionais que afetam aspectos importantes na vida cotidiana da pessoa com esquizofrenia.

Estas disfunções podem provocar prejuízos na percepção, no raciocínio lógico, na linguagem e comunicação, no controle dos comportamentos, no afeto, na fluência e produtividade do pensamento e discurso, na capacidade hedônica, na volição, no impulso e na atenção.

Os sintomas apresentados na esquizofrenia são conhecidos como sintomas positivos e sintomas negativos. Nos sintomas positivos ocorrem comportamentos adicionais nos momentos de crise psiquiátrica (delírios, alucinações, alterações na fala e no comportamento), nos sintomas negativos, ocorrem perdas de função (há diminuição da atividade motora e psíquica e das manifestações emocionais).

Não basta existir um sintoma isolado para a concretização de um diagnóstico de Esquizofrenia, é necessária a apresentação de um conjunto de sintomas somada à presença de danos em outras áreas da vida (ocupacional ou social). Os sintomas devem ter duração mínima de seis meses, sendo que durante um mês deve haver a presença de pelo menos dois dos seguintes sinais: delírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamento amplamente desorganizado ou catatônico, sintomas negativos.

Este transtorno tem uma prevalência de 0,5 a 1,5% na população adulta, seu início geralmente ocorre entre o final da adolescência e a faixa dos 30 anos, sendo raro o princípio na infância ou na fase inicial da adolescência. Em relação ao gênero, a esquizofrenia incide de maneira diferente entre homens e mulheres, nos homens geralmente começa entre 18 e 25 anos, e nas mulheres, entre 25 e 35. O prognóstico costuma ser melhor para o sexo feminino.

Sendo a Esquizofrenia uma condição crônica, tanto a intervenção medicamentosa, quanto o tratamento psicossocial e a inclusão da família com orientações realizadas pelos profissionais são de extrema importância. As orientações ajudarão a pessoa e a família a conhecer melhor a doença e os cuidados necessários, proporcionando melhor adaptação aos sintomas e uma evolução para um quadro estável.

O tratamento farmacológico é prolongado e os medicamentos utilizados são os antipsicóticos (típicos ou convencionais e os atípicos ou de nova geração). Eles ajudam no controle do transtorno, atenuando os sintomas, aumentando a adaptação psicossocial e a sensação de bem-estar.

As orientações devem sempre vir de profissionais capacitados, é essencial que o médico seja sempre consultado. O fármaco mais adequado para um paciente, nem sempre o é para o outro, o uso prolongado e inadequado de alguns antipsicóticos podem gerar efeitos colaterais relevantes para a saúde do paciente, além disso, em situações de crise as doses podem ser maiores e mais intensas, devendo diminuir de acordo com a evolução do quadro.

Muitos pacientes com Esquizofrenia não aderem ao tratamento, o que está associado a um pior prognóstico. Conhecendo cada caso e suas particularidades, o médico e equipe agirão com estratégias mais adequadas para cada um.
Referências Bibliográficas:
PSIQUIATRIA, Associação Americana de. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais - DSM-IV-TR. Trad. Cláudia Dornelles, 4° ed. rev. Porto Alegre: Artmed, 2002 (p.303-316).

Oliveira RM, Facina PCBR, Júnior ACS. (Renata Marques Oliveira, Priscila Cristina Bim Rodrigues Facina, Antônio Carlos Siqueira Júnior). A realidade do viver com esquizofrenia. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasilia 2012 mar-abr; 65(2): 309-16.

Nicolino PS, Vedana KGG, Miasso AI, Cardoso L, Galera SAF. (Paula Silva Nicolino1, Kelly Graziani Giacchero Vedana2, Adriana Inocenti Miasso3, Lucilene Cardoso4, Sueli Aparecida Frari Galera5). Esquizofrenia: adesão ao tratamento e crenças sobre o transtorno e terapêutica medicamentosa. Revista Escola de Enfermagem USP. 2011; 45(3):708-15.

Giacon BCC, Galera SAF. (Bianca Cristina Ciccone Giacon, Sueli Aparecida Frari Galera). Primeiro episódio da esquizofrenia e assistência de enfermagem. Revista Escola de Enfermagem USP. 2006; 40(2):286-91.
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