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Transtorno Afetivo Bipolar

Transtorno Afetivo Bipolar
O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é um Transtorno do Humor. É uma doença recorrente, crônica e grave, e ao longo da vida a pessoa sofre com alterações no humor, havendo recorrência de Episódios Maníacos e Episódios Depressivos. Dentre os Transtornos Bipolares há uma subdivisão entre: Transtorno Bipolar I, Transtorno Bipolar II, Ciclotimia e Transtorno Bipolar Sem Outra Especificação.

Nos Episódios Maníacos o humor se apresenta eufórico/expansivo e ocorrem grandes mudanças de conduta e comportamento. Funções vegetativas como o sono, nível de energia, psicomotricidade e cognição também são afetadas - há diminuição da necessidade de sono, aumento de energia, a pessoa inicia vários projetos ao mesmo tempo, aumenta as atividades que oferecem prazer, há aumento da libido, inquietação, agitação psicomotora, os pensamentos ficam rápidos, podendo haver fuga de idéias, o discurso se torna prolixo, surgem idéias de grandeza que podem evoluir para idéias delirantes, e a crítica e o juízo da realidade podem ficar prejudicados. Existem os Episódios de Hipomania, que são caracterizados semelhantemente à Mania, mas são mais leves.

Nos Episódios Depressivos, o humor fica mais deprimido e há um predomínio de sintomas melancólicos ou dos sintomas atípicos (com a inversão dos sintomas vegetativos presentes na Mania) – aumento do sono, falta de energia, diminuição da busca por atividades prazerosas, lentificação psicomotora, pensamentos mais pessimistas e maior sensibilidade à rejeição. Podem ocorrer também a presença de sintomas psicóticos.

A prevalência do Transtorno Bipolar varia de 0,4 a 1,6% e é semelhante entre homens e mulheres, a idade média de início dos sintomas é aos 20 anos de idade e há evidencias de uma influencia genética para o TAB. A recorrência dos episódios ou o padrão de ciclagem rápida tem um impacto negativo no prognóstico. Segundo a Organização Mundial da Saúde, este Transtorno é a sexta causa de incapacidade e a terceira entre as doenças mentais (após Depressão Unipolar e Esquizofrenia).
Os indivíduos com este transtorno apresentam prejuízo social/profissional, maior risco de suicídio, alta prevalência de comorbidades mentais e físicas, maior presença de fatores de risco cardiovascular, altas taxas de recorrência e recaída e pouca adesão ao tratamento.

Os transtornos metais que podem estar associados incluem Transtorno por Uso de Álcool e Outras Substâncias, Anorexia e Bulimia Nervosa, Transtornos de Ansiedade,Transtorno de Pânico, Fobia Social, Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade e Transtorno da Personalidade Borderline.

Devido a todas as alterações e oscilações descritas, o Transtorno Afetivo Bipolar causa um impacto significativo na qualidade vida das pessoas, e além do indivíduo que sofre, a família e a sociedade também são afetadas.
  • O diagnóstico deve ser realizado por profissionais capacitados para tal, pois os erros podem causar a inadequação dos cuidados e prolongar o sofrimento. A orientação médica mostra-se essencial, e o tratamento deve ser considerado individualmente e seguido com muita seriedade para que haja melhora dos sintomas.
Referências Bibliográficas:
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Lafer, B.; Soares, M.B.M. (Beny Lafer; Marcia Britto De Macedo Soares). Tratamento da depressão bipolar. Revista de Psiquiatria Clínica. 32, supl 1; 49-55, 2005.

Kapczinski, F.; Gazalle, F.K.; Frey, B.; Kauer-Sant’Anna, M.; Tramontina, J. (Flávio Kapczinski; Fernando Kratz Gazalle; Benício Frey; Márcia Kauer-Sant´Anna; Juliana Tramontina. Tratamento farmacológico do transtorno bipolar: as evidências de ensaios clínicos randomizados. Revista de Psiquiatria Clínica. 32, supl 1; 34-38, 2005.

Costa, A.M.N. (Anna Maria Niccolai Costa). Transtorno afetivo bipolar: carga da doença e custos relacionados. Revista de Psiquiatria Clínica. 35 (3); 104-110, 2008. PSIQUIATRIA, Associação Americana de. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais - DSM-IV-TR. Trad. Cláudia Dornelles, 4° ed. rev. Porto Alegre: Artmed, 2002 (p.377-394).
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